terça-feira, abril 17, 2007

Momento




"Entrega-se ao dia que nasce, ouvindo
as aves que emergem da névoa com o seu canto;
e a maré de sensações que acompanha
a madrugada sobe pelo seu corpo,
submergindo o lodo dos sonhos
com a espuma luminosa do primeiro
sol. Mas reza ainda ao deus
que se perdeu na areia solitária
do tempo; e as suas pálpebras caídas
guardam as imagens que pertencem
à noite, como se precisasse delas,
ou como se esperasse que alguém abra
a janela, e lhe diga ao ouvido
as palavras limpas da bruma matinal,
libertando-lhe as mãos para o tecido
do amor."


[ Nuno Júdice ]



Envolve-me no anel dos teus braços...
Em silêncio.
Deixa que o negrume do medo se esfume…
E aves azuis reapareçam no céu raiado de roxo.
Em quietude de estátua, enconcho-me no teu peito...
E os teus olhos conduzem-me à fronteira do país dos sonhos.
E nesse encontro de olhares...
Resumir-se-ão todos os silêncios e todas as frases..

3 Comments:

Blogger Manuel Veiga said...

tenho o privilégio (e a responsabilidade) do primeiro comentário.

destaco a perfeita sintonia da tua poesia com o poema de Nuno Júdice -
um poeta consagrado. gostei muito

12:53 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Os silêncios são ausência, os olhares medos infantis... O peito e os braços apenas apertam o que se teme que se perca.

Bj
J

11:16 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Mês de aniversário..fazes ou não fazes festa? :-)eu se convidado (senão faço-me)..apresento-me aqui com 2 de champagne..

um abraço

intruso

(o teu (nosso de quem lê) cantinho, não dá para pôr em modulo de data?)

11:29 p.m.  

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