quarta-feira, junho 13, 2007

Um Grande Amor



Assim que o viu, apaixonou-se perdidamente..
Foi como se toda a vida o tivesse conhecido.
Um encontro de almas gémeas.
Um dia sem o ter, ou sem o sentir, ficava perdida, nervosa, com o peito pungentemente apertado.

Era sempre ela que o procurava.
Que ia ao seu encontro.
Dócil... submissa... carente...

Invadia-a uma saudade tamanha.. do seu sabor.
Queria-o na sua boca.
Nunca julgou as suas intenções. Fora de questão fazê-lo.
Amava-o demasiado para colocar em perigo a relação.

O seu primeiro contacto foi explosivo.. intenso... quente.. e inexplicável.

Aguardava-o..
Como sempre...

As suas mãos, nervosas, espraiavam-se sobre a mesa.
Pensava nele.
No quanto o amava.
Olhava para o telemóvel para ver as horas.
Estava a ficar tarde.
A impaciência apoderava-se dela.
Ele demorava.

«- Ora bem, aqui está.»
Disse a empregada , pousando na mesa uma chávena de café aromático e cremoso.
Era ele!
Finalmente tinha chegado!
O seu café.

Levou-o aos lábios e deixou-se possuir.

6 Comments:

Blogger Manuel Veiga said...

sublimação pela cafeína? rsss

ora bolas! eheheh

excelente humor!

8:09 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Até me faltou o ar! rsrs

E fizeste-me lembrar aquela definição de um "bom" café: "...Negro, como a noite; quente, como a paixão; doce, como um amor..." ( conheço outra versão, mas gosto desta).:-)

Viva o café! Rsrs

Beijo...

4:34 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Um senão..não espera, esfria..

..no fim de lêr, dei comigo a dizer em pensamento.."ora porra" e, claro desatei a rir..

um abraço

intruso

9:29 p.m.  
Blogger Alberto Oliveira said...

... extasiada os seus olhos não viam outra coisa. Bem parecido e tão tão moreno, que só podia ter passado algumas semanas num desses paises tropicais que os catálogos das agências de viagens reclamam com água azul a cintilar a cintilar. Ele estava agora pertíssimo dos seus lábios e o odor no masculino era inebriante e tentador. Quando o teve na sua boca tomou-lhe o gosto e quase desfaleceu de prazer. Depois, em movimentos cadenciados e cada vez mais rápidos acabou com ele sorvendo-o até à última gota.

O empregado solícito perguntou-lhe se desejava mais um café. Que não, respondeu, que aquele a tinha deixado quase morta...



beijos & sorrisos.

4:42 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Belo pré(texto), o do café...

J.

12:22 p.m.  
Blogger Laura G. said...

Adorei o texto :')

6:41 p.m.  

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