sábado, junho 17, 2006

Diálise



Enredas-me nas tuas duas águas.
Numa, encontro submerso o meu desejo.
Recusas-te a separá-las..
Para que corram distintas.
E segues o teu curso por um rumo que não vejo..

Urge, por isso, fechar as comportas..
Para lá das quais uma estrela se ofusca.

E o tempo corre..
E o caminho de regresso não está aberto.

Fico para trás até te perder de vista.
O vento empurra-me para outro lado..
Oposto aquele onde as águas não se separaram.

Partilhamos o leito da memória...
E o prato do silencio.

As perguntas não têm resposta..
Não as quero...
O que é contraditório há-de continuar contraditório.

Os horizontes não voltarão a sorrir.
Impeço-me de ver os teus olhos a pedirem
Que os olhe..

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Foi uma boa descoberta, a tua casa. O teu poema é lindo. Concordo plenamente com o comentário que deixaste no odisseus.Beijos
PS: qual a é a tua cidade? Portugal é ao mesmo tempo pequeno e grande.

10:44 a.m.  
Blogger Isa e Luis said...

Olá,

lindo o teu poema sensivel profundo.


Bom domingo repleto de alegrias

Beijinhos

Isa

12:03 p.m.  

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