Essência
Que posso dizer da viagem que« fizemos» com um oceano a separar-nos?
Trazias contigo a diferença de ser a 1ª vez que«ias» a P.C.
E eu... o coração inundado de emoção.
Inundado de ti.
Queria mostrar-te uma das minhas gentes caribenhas.
As suas praias de aguas esmeralda... onde os teus olhos-mar ainda seriam mais mar.
O alvorecer que se confunde com o anoitecer... como se ambos fossem tão e só um.
Como nós o fomos nessa viagem que fizemos sem teres feito.
Trazias a leveza na alma...
Como se fosses o pássaro que transportava o beijo que se me enovelava nos poros impregnados de sal..
oferecendo-me o conforto duma efémera eternidade.
O meu rosto fixava-te com os seus olhos e o sol despontava dos seus lábios, abertos ao vento, para te receber..
Éramos essência...
Transportávamos um sentimento que atravessava um oceano, um tempo..
Prendendo-nos..
Quando te dizia que andava a aprender «bachata», sorrias..
Tínhamos a cumplicidade de saber quão imperfeitos e desengonçados eram os meus passos na dança..
E à tarde, quando me deitava contigo sobre o areal, e só os pássaros batiam as asas contra as palmeiras que nos escondiam do sol, recebia-te..
Nas palavras… na voz…
Mesmo ali não estando, estavas..
Havia o eco das nossas respirações quando a noite caía sobre a tua ausência.
Trazias contigo a diferença de ser a 1ª vez que«ias» a P.C.
E eu... o coração inundado de emoção.
Inundado de ti.
Queria mostrar-te uma das minhas gentes caribenhas.
As suas praias de aguas esmeralda... onde os teus olhos-mar ainda seriam mais mar.
O alvorecer que se confunde com o anoitecer... como se ambos fossem tão e só um.
Como nós o fomos nessa viagem que fizemos sem teres feito.
Trazias a leveza na alma...
Como se fosses o pássaro que transportava o beijo que se me enovelava nos poros impregnados de sal..
oferecendo-me o conforto duma efémera eternidade.
O meu rosto fixava-te com os seus olhos e o sol despontava dos seus lábios, abertos ao vento, para te receber..
Éramos essência...
Transportávamos um sentimento que atravessava um oceano, um tempo..
Prendendo-nos..
Quando te dizia que andava a aprender «bachata», sorrias..
Tínhamos a cumplicidade de saber quão imperfeitos e desengonçados eram os meus passos na dança..
E à tarde, quando me deitava contigo sobre o areal, e só os pássaros batiam as asas contra as palmeiras que nos escondiam do sol, recebia-te..
Nas palavras… na voz…
Mesmo ali não estando, estavas..
Havia o eco das nossas respirações quando a noite caía sobre a tua ausência.


6 Comments:
Nada melhor que ter lido este texto (com música a preceito), depois da despedida de um sábado que de Verão apenas teve o nome... pelo menos aqui para os meus lados.
Que este domingo tenha a côr e o ritmo quente das palavras que aqui deixaste.
Um beijo e óptimo domingo!
Olá,
gostei de ler uma torrente de sentimentos e emoções ao rubro.
Um domingo repleto de alegrias
beijinhos muitos
Isa
E é amar-te, assim, perdidamente ...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Lindo o teu texto!
Dei, por acaso, com o teu blogue e... gostei muito !
Parabéns !
O relato das viagens são excelentes.
Bjs
dos passados guardamos a memória sem nos deter em demasia, para que possamos aprender de novo a viver, a partilhar cada dia , cada momento;
não nos culpemos porque isto ou aquilo aconteceu; aconteceu para que pudéssemos aprender algo que não sabiamos, aconteceu para que crescessemos interiormente e descobrissemos novos mundos, odores, sabores...tal como a gota de água que deixa o oceano, se faz nuvem e desce de novo às profundezas do oceano e se faz pérola, dentro da ostra.
um beijo
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