Tempo

Vejo o teu rosto no espelho da memória..
Afago-o com a minúcia do desejo..
Vislumbro os olhos que o tempo abriga..
As mãos que o toque consagra..
Abro a gaveta da ausência..
E trago-te até mim..
Fazendo durar o momento.
Como se eu fosse a noite que te envolve..
Buscando o teu reflexo na lua.
Como se não soubesse que somos um tempo..
Dentro do Tempo...
Encoberto pelo nevoeiro da madrugada.
Vivemos a crença do instante..
Numa inquieta sensação que se prolonga ao espírito..
Ignorando o tempo que não temos..

5 Comments:
O tempo que eu vou tendo
não dou por ele a passar;
os teus poemas vou lendo
e o tempo sem se esgotar.
Hoje opto pela rima; em prosa deixo-te um beijo e um óptimo fim-de-semana.
Tou tão cansada...a serio a palavra ausencia devia ser banida .
o teu texto e lindo.bjos
Porque é que o passado faz sempre parte do nosso presente. Já foi vivido mas raramente é esquecido
boa semana
Recordaste-me um belíssimo livro de poemas que li há tantos anos, O SENTIMENTO DO TEMPO, de Ungaretti.Ainda não há muito tempo andei a ler SER E TEMPO, de Heidegger.Às vezes penso que o tempo não existe, só existe o movimento.Beijos
:)
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