sexta-feira, julho 07, 2006

Tempo



Vejo o teu rosto no espelho da memória..
Afago-o com a minúcia do desejo..
Vislumbro os olhos que o tempo abriga..
As mãos que o toque consagra..

Abro a gaveta da ausência..
E trago-te até mim..
Fazendo durar o momento.
Como se eu fosse a noite que te envolve..
Buscando o teu reflexo na lua.
Como se não soubesse que somos um tempo..
Dentro do Tempo...
Encoberto pelo nevoeiro da madrugada.

Vivemos a crença do instante..
Numa inquieta sensação que se prolonga ao espírito..
Ignorando o tempo que não temos..

5 Comments:

Blogger Alberto Oliveira said...

O tempo que eu vou tendo
não dou por ele a passar;
os teus poemas vou lendo
e o tempo sem se esgotar.

Hoje opto pela rima; em prosa deixo-te um beijo e um óptimo fim-de-semana.

5:08 p.m.  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Tou tão cansada...a serio a palavra ausencia devia ser banida .
o teu texto e lindo.bjos

9:50 p.m.  
Blogger Bel said...

Porque é que o passado faz sempre parte do nosso presente. Já foi vivido mas raramente é esquecido
boa semana

7:25 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Recordaste-me um belíssimo livro de poemas que li há tantos anos, O SENTIMENTO DO TEMPO, de Ungaretti.Ainda não há muito tempo andei a ler SER E TEMPO, de Heidegger.Às vezes penso que o tempo não existe, só existe o movimento.Beijos

10:21 p.m.  
Blogger nmc said...

:)

12:44 p.m.  

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